Cores e dores...

Verde...
Gotas de fumaça e letras...
morrendo na boca desfalecida,
não deixam de enebriar os cantos,
mas como correm meus pensamentos...

Laranja...
Um sorriso escorrendo dos lábios,
pedindo um pedaço de encanto...
Um lamento um pouco distante,
e o pulso...esse maluco...viajante...

as vezes escrevo como se estivesse pronto...
e rio disso tudo que é a vida...essa louca vida...
...um tropeço pode ser um começo...
...percebo...hummm...há muito por aí...muito a descobrir...
...mas só quero o intenso...
mania...

Giovana Stefanello


 

Sol

tenho medo de mim...
gosto de olhar nos olhos até doer...
ando a roubar almas sem piedade...

sinto-me encasular e rensascer
e saber e não saber...

carrego correntes pesadas e barulhentas...
não tenho nada de flor,
antes, de erva venenosa
peçonha mortal.

eu não pedôo...
antes, condeno

amargura...


 

Vento...

Eu nada sei...
Acabo de ver pontos luminosos caminhando por minha visão...viajei...
quero provar o mundo numa xicara de café...
nexo...des co ne xo...eixo...xícara...
Parábola...paranóia...pânico...pé
há tanto pra se ver...

meu estômago quebrado

nada tenho a dizer...
que valha


 

Trovão

não há compreensão...
sinto-me indo por caminhos não imaginados
preenchendo espaços estranhos...
mas a coisa toda está girando...
e não há conexão...
alguma cobrança e uma ressaca que não é minha...
daqui sou inofensiva...


 

da rosa à ...

oh merda...que dia que não precisava ter amanhecido...
a dúvida ou a certeza? o que é pior?
annfãã!...
queria...queria...nem sei o que queria na verdade...
As vezes a ignorância parece-me um tanto interessante...
Momentos de chatice completa...
Enfim...indo pro poço.


 

Só pra começar...

Passando pelo caminho tão conhecido, suspirava...ahhhh...era desejada. Coitada, nunca percebera antes como seu rosto tão singular encantava. Talvez tenha se entregado tanto a aquele amor amargo por pensar que nada lhe restasse e para garantir-se...Mas agora ela sabia, era admirada...Tão inocente a mocinha nem percebera quanto calor provocava. Somente ela sabia quanto fora difícil enfim aceitar-se. Sorrindo sozinha seguia.
Era feia aquela pequena, tão feia que doía. Só queria que a vida acabasse num instante para findar seu suplício, mas nesse dia ela sorria. Nem pensava mais como seria atirar-se do vão da escada, na verdade sempre tivera medo de vãos de escada. Tinha medo porque tinha vontade quase incontrolável de pular. Nunca coragem...é, era isso o que era: uma covarde. Levava sua vidinha mais ou menos por medo de arriscar. Uma vida morna talvez seja pior que uma vida triste. Era incompleta, vivia na ansia do que poderia lhe acontecer de diferente...e sempre...nada lhe acontecia.
Hoje, no entanto, acordou diferente. Vomitou sua velha vida na privada e deu longas descargas, para garantir que nenhum respingo restasse...Ajeitou os cabelos revoltos com as mãos, escovou os dentes e saiu...Na rua o vento a envolvia e a levava, tão leve estava ela. Sorriu para todos e todos lhe sorriram...
Estava louca e feliz...se encontrara no momento em que se perdera...


 

Passou o Chilique...

Pronto passou...já fiz a tal da cirurgia...to sarando...não foi nada demais e eu não morri...
Aqui de férias na cidade outrora tão querida...me sinto um peixe fora d'água...acho que não quero mais voltar pra cá...aqui é tão frio...ah, não estou falando do clima.
Admito estar com saudades daquele calor de 40 graus contínuo...enfim, quero logo voltar pois minha vida esta lá...no norte...
Mas há tanto para resolver lá...
Oh saudade...dos abraços sinceros, das palavras amigas, dos sorrisos, dos risos e das gargalhadas...
Há, ainda, algumas coisas urgentes na casa nova:
- comprar ou ganhar um cachorro;
- flores, muitas flores no jardim;
- tranquilidade;
- serenidade;
- certeza;
- vida...


 

Ah se eu pudesse...

Mas nada me impede de fazer o que eu quero...e por que não? me pergunto, revisando automaticamente os velhos conceitos e princípios esquecidos(?)...
Descobri que aquela sensação de finitude e morte próxima talvez fossem só um presságio de um novo começo...sei lá...depois de amanha uma cirurgia simples me aguarda, mas estou com medo de morrer...medo porque ainda quero viver muitas coisas que nem sonhei ainda...
por que será que minha pequetita filha vem toda hora me dizer "eu te amo"...
Caramba!...eu tenho uma filha!
Descobri que não preciso ter certeza de que as coisas vão dar certo...porque se der errado ou eu acostumo ou revido...
Nem preciso ter certeza de que o que eu decido está correto...preciso agir...afinal de contas não posso ficar estacionada na vida esperando que os outros a ponham em movimento...
Estou amarrada...
quero fugir...


 

Idiotas..pamonhas...pinto pequeno

Depois de muito tempo sem sair pela noite de Palmas, ontem fui ao Zanzi...que bosta.
Primeiro porque estava cheio, segundo porque as pessoas que estavam lá eram, na maioria, mauricinhos da camisa pra dentro da calça e peruonas carregadas de base com seus saltos enormes andando na terra.
Eu fico besta de ver como os homens andam fraquinhos de argumentação, imaginem vcs que um idiotinha, diante da minha negativa, ficou bradando, todo putinho, que ou eu era lésbica ou vagabunda pq não dei bola pra ele...ora bolas...mandei o cara tomar no cu diversas vezes e só não meti um tapa na cara pq alguem me segurou. Ah, detalhe mandou o irmão tomar satisfações ...Mais um pro rol dos caras de pinto pequeno que precisam se auto-afirmar.
Serzinho insignificante, fraco, inútil.
Será que uma mulher não pode mais sair pra dançar sem a intenção de ficar com alguém?
Sempre tem um franginho que não consegue pegar mulher e no final da festa acha que tá todo mundo a perigo. Si Fudê...


 

GRRRRHHHH!!!

ham...ham...


 
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